O
povoado da Serra da Boca da Mata, que gerou a cidade de
Guimarânia, surgiu próximo a um cruzeiro
levantado perto da estrada que ligava Patos de Minas a
Patrocínio, na margem direita do Rio Espírito
Santo, afluente do Paranaíba. Conta-se que, neste
local, a partir do último quartel do séc.
XIX, sitiantes e pequenos agricultores das localidades
conhecidas como Serra Negra, Morro Feio, Serrote, e outros,
passaram a se reunir, no último domingo de cada
mês, para discutir seus problemas e fazer negócios.
Francisco Pires de Camargos, participante ativo das reuniões
e dono de terras na região, sonhado com a formação
de um povoado, doou o terreno que constituiria o patrimônio
de Serra Negra da Boca da Mata (PMG, 2005).
O povoado tomou o nome de Serra Negra da Boca da Mata
em alusão aos elementos físicos da paisagem
geográfica local. Com efeito, a SERRA NEGRA, limita
o horizonte local e a BOCA DA MATA indicava a proximidade
das extensas florestas que ali tinham início (PMG
2005).
Nesse local plano, nas proximidades do Rio Espírito
Santo, foi edificada uma pequena Capela, dedicada a Nossa
Senhora do Rosário, inaugurado em 26 de setembro
de 1926. Instalou-se posteriormente uma escola rural,
cuja primeira professora Ana Lemos Ferraz. Várias
famílias dos arredores mudaram-se para ali, para
que os filhos recebessem as primeiras lições
escolares (PMG 2005). Em 1933, foi construído o
cemitério municipal, por João Antônio
de Camargos (PMG 2005).
Sendo uma região de terras férteis, logo
atraiu novos moradores. Consta que os irmãos gêmeos
Francisco Pedro Guimarães e Pedro Francisco Guimarães,
de antiga e tradicional família de fazendeiros,
políticos, com o intuito de povoar o lugar, distribuíram
lotes e doaram madeiramento para construção
das casas (PMG 2005).
O pequeno aglomerado de casas cresceu e formou um povoado
que através da Lei 148 de 17 de dezembro de 1938,
foi elevado à categoria de distrito. Necessitava
trocar de nome, para não se confundido com o distrito
de Serra Negra, próximo á vila. Os líderes
locais e autoridades decidiram pelo o nome de “Vila
Guimarães”, em homenagem á tradicional
família e, em especial, aos irmãos gêmeos
Pedro Francisco e Francisco Pedro Guimarães.
Entretanto, dada a existência de uma cidade homônima
no Estado do Maranhão, o distrito mudou seu nome
para Guimarânia, através do Decreto-Lei 1.058
de 31 de dezembro de 1943, mantendo-se a homenagem que
se queria à família pioneira.
Marcado a instalação do distrito, foi inaugurado,
em 14 de março de 1939, o Cartório de Paz
e Registro Civil. O primeiro Escrivão de Paz e
Oficial de Registro Civil foi Romeu Rodrigues da Silva.
Nas décadas de 1940 e 1950, evidencia-se o desenvolvimento
do distrito de Guimarânia pela instalação
de diversas melhorias na área de infra-estrutura
e serviços: A Conferência Vicentina (1947),
a Agência de Correios (1947), as redes elétricas
(Cia Força e Luz, em 1950) e de abastecimento de
água (1949), o serviço de alto-falante,
as Escolas Reunidas (1953) e o cinema (1957). O sistema
de alto-falante, com as devidas melhorias é até
hoje utilizado para comunicações na cidade.
No início da década de 1960, foi instalado
o telégrafo (1961) e o Grupo Escolar Adélio
Maciel (1961).
A Lei 2.764, de 1962, elevou Guimarânia à
categoria de Município, constituído apenas
do distrito-sede.
A partir da emancipação Guimarânia
experimentou um lento e gradativo crescimento populacional.
Em 1991 a 5.739 habitantes. Em 1996, 5.717 habitantes.
Em 2000, 6.384 habitantes. Em 2007, 6.946 habitantes.
(IBGE,
Censos 1991, 1996, 2000, 2007).
O setor econômico preponderante foi e continua sendo
o agropecuário. O principal produto agrícola
atual, por área plantada, é o milho, seguido
por café, soja e arroz. Quando ao rebanho produtivo,
destaca-se o bovino leiteiro e bovino de corte. A agroindústria
local reflete a estrutura produtiva agropecuária,
concentrando-se na área de transformação
do milho em farinha e ração ou na produção
de queijo.
Hoje temos Guimarânia uma cidade no caminho do Progresso
que faz de seu povo cada vez mais feliz por morar nesta
terra tão querida e bonita.